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O Pantanal no corpo de Tetê e o Lírio Selvagem

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Nos últimos meses, o Brasil assistiu ao Pantanal sofrer com o seu pior ano de queimadas, segundo o Inpe. Tal situação moveu a cantora campo-grandense Tetê Espíndola a reunir mais 32 artistas e regravarem a canção “Adeus Pantanal” (1988), de Itamar Assumpção, num grito de alerta contra a devastação do bioma pantaneiro.⠀

O Pantanal é uma preocupação recorrente no trabalho artístico de Tetê Espíndola e de toda a sua família. Desde o começo da sua carreira, o bioma é o protagonista ou o cenário das canções de Tetê e seus irmãos. O Capa do Disco volta ao Pantanal do final dos anos 1970 para redescobrir o disco ‘Tetê e o Lírio Selvagem’, o primeiro LP da discografia de Tetê, lançado junto à banda formada com os irmãos Alzira E, Celito Espíndola e Geraldo Espíndola. ⠀

Primeiro disco de uma banda de rock de Mato Grosso do Sul a assinar contrato com uma grande gravadora, a Philips, ‘Tetê e o Lírio Selvagem’ é um marco na música de vanguarda (sul) mato-grossense, tanto pela temática ecológica das letras, quanto pela até então inédita fusão de ritmos da região, como polca paraguaia, guarânia, chamamé e cururu com o rock, inaugurando a polca-rock. O disco é lançado em 1978, depois de os irmãos se mudarem para São Paulo. ⠀

“Quando chegamos em São Paulo, no final dos anos 70, era o auge da discoteca. De repente, chega um bando de irmãos, vindos do Pantanal, falando sobre ecologia. Foi a primeira vez que isso aconteceu no meio musical” (Tetê Espíndola).⠀

Para a capa, os irmãos convidaram o artista plástico cuiabano João Sebastião, que era amigo de Humberto, o irmão-pintor da família. ⠀

“Essa capa, quando saiu, foi um escândalo. Tivemos essa ideia de chamar o João para pintar a natureza na gente. Era muito audaciosa, muito selvagem.”

“Tinha acabado de acontecer a separação entre os dois Mato Grosso e ainda se discutia a possibilidade de o novo estado se chamar Pantanal. Acabou não acontecendo, mas trouxemos o Pantanal para o nosso corpo”. (Tetê)

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